sábado, 14 de novembro de 2015

A espontaneidade é linda

Sempre achei essa coisa de encantar alguém algo tão fácil, principalmente ao se tratar de alguém com quem nos identificamos, como se algum roteiro fosse seguido, com os mesmo assuntos, os mesmos olhares de canto, os mesmos risos forçados e a mesma insegurança pré-ensaiada. Entretanto, algumas vezes o fácil é, na verdade, se esquecer do roteiro e apenas improvisar. O que ocorre após sua primeira gargalhada não premeditada, e quando a reação é positiva, você descobre que o espontâneo é a coisa mais linda que já se viu. 
E se eu dissesse que a espontaneidade me atrai, e muito? E acabei enxergando mais que o normal, mais do que eu já notava por aí, em casos alheios e em personagens criadas por roteiros mal elaborados. Passei a me deixar levar pelo sorriso suave que aparece com a troca de olhares casual, sem aquele pensamento perverso por trás de um risinho lateral, passei a me encantar pelo modo com os olhos semicerram quando o sorriso é grande demais para ser contido, que adoro quando esquecem os olhos sobre os meus inconscientemente, que não contenho o sorriso quando algo de desastrado é feito por conta da distração, que gosto muito quando está de bermudas e uma blusa daquelas em que foram pegas às pressas, com o cabelo bagunçado e com a cara amassada de quem enrolou na cama pensando em todas as possibilidades do dia, e me cativo pelas expressões que surgem diante de assuntos paralelos aos lugares onde o vento nos arrasta.
Mas como qualquer relação com outra pessoa, há grandes exceções. Como aquela pessoa que não se permite surpreender com maturidade elevada, ou aquela que não se deixa levar por ocasiões inusitadas, e entre nós, essas são as melhores. E o bom de se encontrar alguém que a cative espontaneamente, é o alívio em poder ser quem sempre quis ser em meio aos ocorridos do cotidiano, porque nota-se que pela primeira vez, é fácil ser você. E mais fácil ainda, é se deixar levar por alguém cujo olhar a faz sorrir indeliberadamente.
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