segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

"Me fez muito bem te ouvir"

(Essa não se vê presente na playlist, mas caso seja possível, favor ouvir "Vamos fugir" do Skank.)



Sempre acreditei nessa coisa de "Fazer o bem, faz bem", apesar de nunca ter tido uma experiência concreta do mesmo. 

Até que consegui, cuidei dele. Como devia ter feito desde que nos conhecemos, como devia ter feito desde que o vi se perder em amores inúteis, em mares turvos demais para um coração muito lago, muito calmo. Já o vi mergulhar de tantas maneiras em ferraduras de cavalo, já o vi procurando trevos com exatas quatro folhas, já o vi buscando um alguém que fosse digno de um coração tão grande, tão maravilhoso. E dessa vez, cuidei para que seu mergulho fosse daqueles revigorantes, o permiti lavar a alma, já que ele sempre me segurou, já que possuo um dom inestimável para tropeços. Cuidei para que a sorte viesse juntamente do acaso.
Ele se via feliz, estava com aquela que o fez sorrir demais, enquanto nos via de abraço em abraço. Eu, perdida em quaisquer overdoses. Ele, perdido em mil amores. E pela primeira vez, estagnei, me vejo feliz, completa. E precisava vê-lo do mesmo jeito, já que é meu confessionário pessoal, aquele alguém das madrugadas, aquele meu grito no vácuo que era seu abraço. Onde confundíamos nossas alturas e nossos perfumes.
E justamente nessa madrugada, ele se emancipou. Aprendemos juntos que certos amores são feitos para ensinar, outros, para estagnar os que se viam perdidos. Pois há três anos caminhamos lado a lado, vivemos por fases e passagens, e pela primeira vez, vivemos de fato.
Deveria ser meu pequeno, mas é meu grandão. E tem me ouvido há certo tempo, e agora que vivemos, ele diz com convicção: "Me fez muito bem te ouvir".
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