segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A beleza em ser diferente

Nunca entendi porque gostava tanto de determinadas coisas, as quais ninguém gosta. Nunca entendi porque sempre era a garotinha que aprendia a dar mortal na piscina com o irmão, enquanto as outras estavam aprendendo com as irmãs como pentear suas bonecas. Nunca entendi porque sempre gostei de beber com meus amigos enquanto discutia todos os esportes, enquanto todas saíam para discutir qual seria a cor ideal do esmalte para as próximas ocasiões. Também nunca entendi porque me preocupava tanto em comprar livros, enquanto todas gastavam o que tinham e mais um pouco em maquiagens. E sim, sempre procurei entender fatos como os citados. E demorei a chegar à uma conclusão que desse fim ao meu ceticismo.
Foi quando realmente passei a observar como mulheres naturais eram mais cativantes a todos e quaisquer olhares; sem excessos de química no cabelo, ou excessos de maquiagem cobrindo sua verdadeira beleza; ou como homens que não passam horas aplicando gel ao cabelo eram mais notados; também como crianças que passam horas brincando, se sujando e ralando os joelhos eram mais felizes que aquelas que viviam em suas casas, presas. E por incrível que pareça, pude constatar que esses meros detalhes faziam dessas pessoas mais livres, mais puras e até mesmo mais felizes. E isso, simplesmente por serem diferentes.
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