quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Por um amor MPB

Arcaicos que me perdoem, mas os melhores amores são inconstantes, inesperados e clássicos. Amores que transgridem o novo e desafiam o antigo, que são como a música, que se move por entrelinhas melódicas e metamorfoseia-se em poesia.
E sejamos diretos, os melhores são aqueles brasileiros de pele e alma, que não ensinam Caetano a esquecer, que fazem Humberto pensar em lhe escrever nas noites de insônia, que bagunçam Anitelli e vagueiam pelo estranho de se apaixonar de Nando.
Talvez seja difícil de se encontrar, mas de acordo com Zé, no aroma de amores pode haver espinhos. E como pode! Portanto, que sigamos Renato e nos façamos em mil pedaços para você juntar e descobrir, com certa turbulência, que, Cazuza estava certo e o tempo não para. Nesse caso, por se tratar de algo tão concreto como nossa música popular, e de amor, claro, não é algo cronometrado ou efêmero. Afinal, quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir... Se tratando de um conselho legendário, ou Lulugendário.
Mas para começar bem, vamos gostar apenas de quem gosta de nós, e sejamos totalmente Mutantes querendo apenas que alguém nos queira. Sem pestanejar, vamos amar por completo, sendo exagerados, loucos amáveis, sem a preocupação dos danos impassíveis, e que nos assustemos de nos vermos tão felizes, tão Agridoces. Que possamos atrair a Abelha e ensinar alguém como querer ser melhor, amando literalmente, com todos desejos, insanidades e saudades inclusos.
Certos conselhos são mais que bem-vindos quando o assunto é amor, mesmo Rita deixando claro que sexo é escolha e amor é sorte. Então que lancemos a sorte e deixemos as filas de padaria mais felizes quando encontrarmos nosso Hermano, ou melhor, que Leninemos e amamos enquanto vivemos. Porque se permite-me, Elis, viver é melhor que sonhar.

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