domingo, 7 de fevereiro de 2016

Dez-e-sete.

(Indico "Muito Estranho", de Nando Reis)


Eu não procurava ninguém, não me via como um "quem". Ele, que já havia sido dono de muitos alguéns, não procurava um "quem". E nos esbarrões e nos de repentes, ele acabou sendo meu alguém. E meu alguém é imprevisível na medida do possível, é meu clichê ideal, é o beijo que busco roubar por diversas primeiras vezes. E em nossas metáforas, em nossas canções e em nossas vidas que se cruzaram, devo dizer: Meu alguém me faz muito bem! Portanto, espero que sigamos sendo suficientes e bons o bastante para compartilhar desse acaso maravilhoso que nos trouxe até aqui. Já q
ue por doze meses tenho perdido meus sentidos e ganhado minha calmaria necessária.
Há quem diga que não era para ser, alguns tropeços antes da chegada, diferenças mais que consideráveis, como as experiências (pois vinte-e-três não condiz com dez-e-sete), as vidas até então, as exatas querendo negar as humanas (Não adiantou, o emocional foi muito mais interessante que o racional) e os históricos que a vida insiste em ressaltar. Até que algo acabou dizendo que era possível se entregar ao vento. Bastava abrir os braços devagar, para que o mar se apaixonasse pela menina.

E foi dessa maneira, leve, simples e calma que nele me encontrei, gostei de características nas quais não me imaginava gostando em outra pessoa, e relutei, apesar de me apegar àquele sorriso bobo que escapa e me encanta como no primeiro olhar trocado e àquela linha tênue entre o irônico e o sarcástico que esconde em seus lábios. Me apeguei ao abraço que rouba quando nos encaixamos em nosso mundo estranho. Gostei das formas, da essência e das parcelas implícitas em seu corpo e em seu modo. Meu alguém acabou sendo muito melhor que o esperado, e mesmo que o medo das outras incógnitas me peguem, ele me traz paz, sendo o achado mais perdido que já consegui. Nos encontramos em nossa sorte, nossa felicidade diária ao lado um do outro, nossa saudade imposta na abstração virtual, nas comédias criadas pouco a pouco e em nossas emancipações casuais. Ele acabou sendo minha fonte de inspiração, ainda sim, me fazendo inspiração. Pois como um trevo, tive a sorte de encontrar, mesmo que difícil e mesmo com sua beleza única. Assim como uma busca muito bem feita, encontrei todas as respostas, encontrei abrigo, encontrei uma vida nova, me encontrei. Já que estava perdida desde que me afastei dos olhos de relance que me cativaram em um show, que diziam algo como "Você me bagunça e tumultua tudo em mim". Com ele sou clichê, sinto o que jamais consegui imaginar e dessa forma aprendi, aprendi a amar.
E foi ele quem fez tudo ter o sentido que buscava, ele deu sentido às palavras e a tudo o que tenho escrito. Pois foi o homem que eu não esperava, fez com que eu me apaixonasse sem querer, me devolveu as Dominguices, me trouxe dias leves, foi (e é) bem mais que mais um, tem sido meu acaso nem tão repentino e, definitivamente, é meu amor MPB.

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