segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Todos temos um lado artista

Dizem que artistas fazem de sua arte uma válvula de escape, e que os completos de arte, tem apenas uma como refúgio. E devo dizer, eu que sempre me julguei boa com as palavras, me vejo fugindo das mesmas enquanto falo, e utilizando-as ao máximo quando escrevo. Portanto, é delas que utilizarei para explicar a essência de vossa confusão.
Desde sempre, sou feita de arte da cabeça aos pés, sou adaptável a quaisquer que sejam. Magrela para a dança. Sem ritmo para o canto. Estabanada para a atuação. Desastrada para o desenho. Avoada para a música. Corajosa o suficiente para todas. E digo mais... É de arte que viverei, e é pela arte que me apaixonei. Já que essa coisa de ovelha negra da família me condiz (Ah! Rita, obrigada por me definir). Gosto de amar o que quer que seja, de me trajar absurdamente, de me mover sem medo, de abandonar os pudores. Chega de números! Quero mais histórias, mais relatos, menos Einstein, mais Neruda, mais absurdos, mais polêmicas, mais desapego, menos previsibilidade, mais surpresas. Gosto de me soltar quando convém.
E como artista, devo dizer... Gosto de gente de bem! Gente que senta com as pernas abertas, braços descruzados, sorriso largo, riso extravagante, gente que bebe com facilidade, gente que assume o que é, gosto de assuntos que causam à tona, de conversas que rendem devaneios, não gosto de homem, não gosto de mulher. Gosto de gente! De povão que canta alto, que se vê sem jeito as vezes, gente que divaga com clareza, gosto dessa coisa de amar o que aparece, gosto do artista casual.
E se em cada um existe um artista escondido, que ele seja liberto, mesmo que por um dia, mesmo que por uma noite. Porque é de gente sem pudores que o mundo precisa.
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