segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

É, morena

Hoje acordei feliz, sem entender o motivo de tanta felicidade. Até que te encontro e me deparo com aquele sorriso revigorante que chegou para ficar e se fazer presente o tempo todo, afinal, é um sorriso recente, é um sorriso que diz: "Finalmente a encontrei".
Já o vi amar de todas as maneiras possíveis, já o vi ser estrago, tumulto, bagunça e desespero em corações. E já vi seu coração sofrer quando decidiu se jogar de cabeça, e seu problema foi mirar em pessoas rasas, e entrar em labirintos em busca de horizontes. Também já o vi atirar e ter a bala ricocheteada para si, o vi com medo e o vi dando medo. Mas dizem que o tempo entende o que faz, e passei a acreditar quando aquele sorriso apareceu por conta dela. Ela, que é parceria, é aventura, é erro, é acerto, é a fuga das balas perdidas que ele fez questão de encontrar. Ela que todos julgavam mais uma na lista colecionável, mais uma nas noites cheias que resultavam em
manhãs vazias. Ela que agora fazia dele um alguém de músicas calmas, filmes tranquilos e riso solto.
Ela é diferente de um modo parecido, também gosta de jóias, de carros caros e de roupas de marca, mas também se suja sem medo, bebe como se deve o fazer, faz amizade com facilidade, não tem ciúme de toda mulher que se aproxima, e se faz liberdade. É, ele achou sua morena que faz piada sozinha, que ri alto e bebe com seus amigos.
Sua felicidade me trouxe felicidade, me trouxe paz. Eles estão felizes, uma felicidade sem rótulos, umas felicidade apresentável, onde ele a apresenta como "sua". Sua música que toca repentinamente, sua gargalhada em bares, sua calmaria, sua paz, sua morena.

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