sábado, 28 de novembro de 2015

Pouco é necessário.

A vida anda difícil, sem a calmaria de antes, sem a sensação boa de se sentir leve, com preocupações impostas e muito fervo interior. Acontece que me permiti esquecer como se vive. Vivemos buscando motivos e significados para tudo, para que no fim saibamos apenas como viver de modo intenso e do melhor modo que convém, e quando abandonamos o que nos faz bem, concluímos que sabíamos como fazê-lo.
Acabei me esquecendo como era bom ir ao cinema em horários aleatórios, mesmo que só restasse a arte e você na sala. Também, como é gratificante ouvir um MPB nos fins de tarde, se encarregando da poesia harmoniosa que traz sensação pacífica. Assim como assistir ao mesmo filme várias e várias vezes porque o tempo lhe permite, porque a trilha sonora o agrada e porque certos romances roteirizados preencher algumas lacunas.
Porém, quando a vida faz com que você sente em um local -onde sempre esteve apenas para apreciar determinada paisagem- e perceba o que há ao seu redor e todo o caos interior, você, apesar de todos crimes passionais figurativos, comete o pior deles... Assassina seu bom senso e sua felicidade momentânea, já que viver se baseia no pouco. 
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