terça-feira, 3 de maio de 2016

Vem me ver hoje?

Passei esse começo de tarde enfiada debaixo das cobertas, me dei folga, quero dormir e ao mesmo tempo aproveitar meu resto de dia "livre". Ah, se pudesse aproveitá-lo contigo, te fazer meu canto e meu abrigo, poderia dormir abraçada com seu braço ou ver um filme sem entendê-lo, poderia te mostrar o que aprendi recentemente e mostrar a falta que me faz todo momento. Fiz um café doce e forte, você também gosta, eu sei. Estou com aquele moletom que te faz rir toda vez que vê, e com os cabelos presos por dois lápis, o que também te faz rir. Também, desde que cheguei em casa, ouvindo aquele DVD da Maria Gadu que coloco quando preciso relaxar, precisava estar trabalhando ou estudando, mas quero esse tempo para respirar. E nada melhor que respirar fundo e reconhecer o cheirinho de café, ainda preferindo reconhecer seu perfume forte e doce.
Estive pensando em pegar meu violão, que há tanto anseia para ser tocado, entrelaçar as pernas nas suas e tocá-lo até a noite cair. Quase posso distinguir o som do seu riso ao imaginá-lo matando seu tempo comigo, mesmo sabendo que o verei logo, sabe que sou 70% Nando, e assim, espero sempre que o tempo voe. E se não voar, me faço vento, pego-o para dançar e me faço flor. Como for.

Deixo nas entrelinhas que já sinto sua falta, e nas linhas mais que visíveis meu singelo convite: Vem me ver hoje? 


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