(Indico 3x4 do Engenheiros do Hawaii)
Ela conhece o mundo, os que ele habitam, os que já habitaram e os prováveis futuros habitantes, mas não se conhece, ainda busca descobrir de onde veio e o porquê. Até que pôs play em sua playlist e ouviu sua essência, seu modo de viver e sua história.
Exatamente, ela é um acorde, aquele em que as unhas raspam nas cordas da guitarra e acaba por causar arrepios em que quer que esteja ouvindo, ao mesmo tempo é aquele certeiro, suave, o qual tudo para e sua atenção se volta para o mesmo, também um fragmento daquele acorde ocasional que traz a harmonia necessária para o momento.
Vinda de um sussurro musical e uma junção das letras mais conceituais já criadas, vivia da maneira mais paradoxal entre acreditar que tudo era para sempre sem saber que o para sempre sempre acabava de Cássia e pagar seus pecados por acreditar no terno de viver uma só vez de Gessinger. Amava como se tivesse guardado para ele o amor que nunca soube dar, como se Nando a tivesse ensinado, por justamente ter sido ele quem a fez ter crença no amar sem medo. E justamente ela, medrosa que só! Medo de se entregar, pedir e calar, medo de concordar com Lenine que o medo não a deixa andar. Jovem, machucada pelos diversos esbarrões frontais nos moinhos, das quedas dos cavalos em que confiava, da crônica teatral de amor ilusória, muito prazer, chama-na de otária, já que sua única vez como protagonista de uma história de amor, na realidade passou de uma figurante buscando confiança, carregando dessa forma todo o peso daquele Chão de Giz que acompanhava-a durante os meros devaneios tolos amorosos definidos por Zé. Apesar de qualquer porém, aprendeu a afogar a calma salivando os beijos dele, como se Gadú os tivessem apresentado, aprendeu a amar, passar noites na cama certa e acordar na mesma. Ah, ela era linda assim deitada, com a cara amassada descrita por Iorc. E bastou encontrar alguém para que se tornasse sintonia, música lapidada, finalizada e sem mudanças de estúdio, até porque exagerada como Cazuza, é música simplesmente por ser artista no convívio dos que se propuserem a ser reciprocidade de seus ridículos e intolerantes amores falhos. É, fui sincera. Como não se pode ser.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Era uma vez... A criança dentro de cada mulher
Quando pequena, assistia aos contos de fadas e acreditava que encontraria meu príncipe um dia. Esperava ansiosamente o dia em que receberia um beijo durante o sono de um homem mais que bem vestido ou o dia em que o homem dos meus sonhos me convidaria para valsarmos em frente a todas que o desejavam. Tive uma infância à la Disney típica de qualquer outra mocinha inocente. E a pergunta permanece: Onde foi parar a pequena que sonhava em ter seu príncipe?
Atualmente, se me tratam de forma educada já marco grandes pontos na lista. Se retribuem meus melhores sorrisos, alguns mil. E se me roubam beijos, estouram a pontuação dos bilhonésimos. Minha ideia ilusória de um estereótipo passou a se resumir em um alguém que aparece talvez em seu cavalo, em seu camelo, em sua lacraia ou o que quer que seja apenas que apareça quando preciso, que talvez me escolha entre todas as que o queiram e que, talvez, me trate como a princesa que fui um dia. Mesmo que há muito tempo, mesmo oculta por uma personalidade forte, uma personalidade a qual só os mais atrevidos desvendam, a princesa ainda existe, ainda espera que em algum momento puxem a cadeira para que possa sentar (Ainda que sem reação), ela ainda aguarda um elogio repentino quando menos arrumada e mais descontraída, porque sabe que para ser um príncipe não é necessário um título diante de todo palácio, e sim, fazer com que sinta-se uma princesa, tanto faz, por um segundo ou por toda a vida. A criança dentro de nós as vezes precisa de um mimo, como uma flor precisa da combinação água e Sol, termos Sol que faltava de repente passa a ser a necessidade de termos mais água.
Atualmente, se me tratam de forma educada já marco grandes pontos na lista. Se retribuem meus melhores sorrisos, alguns mil. E se me roubam beijos, estouram a pontuação dos bilhonésimos. Minha ideia ilusória de um estereótipo passou a se resumir em um alguém que aparece talvez em seu cavalo, em seu camelo, em sua lacraia ou o que quer que seja apenas que apareça quando preciso, que talvez me escolha entre todas as que o queiram e que, talvez, me trate como a princesa que fui um dia. Mesmo que há muito tempo, mesmo oculta por uma personalidade forte, uma personalidade a qual só os mais atrevidos desvendam, a princesa ainda existe, ainda espera que em algum momento puxem a cadeira para que possa sentar (Ainda que sem reação), ela ainda aguarda um elogio repentino quando menos arrumada e mais descontraída, porque sabe que para ser um príncipe não é necessário um título diante de todo palácio, e sim, fazer com que sinta-se uma princesa, tanto faz, por um segundo ou por toda a vida. A criança dentro de nós as vezes precisa de um mimo, como uma flor precisa da combinação água e Sol, termos Sol que faltava de repente passa a ser a necessidade de termos mais água.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Arte, de canto a canto.
Uma caneta, uma folha em branco, um cd com trilhas sonoras conceituais e um contexto transfigurado. Ou um teclado, a página do youtube rodando no aleatório das mais tocadas e um mente perdida. Essa sou eu, junção do ontem, do outrora e no aguardo e um amanhã. Sempre fui o que escrevo, sempre fui o que crio.
Quando pequena, era os desenhos feitos para o escritório do meu pai, baseada nas personagens à la Salvador dá-lhe-corpo-de-palito, todas com sua essência, exatamente como uma criança gostaria de se enxergar dali um tempo. Cada uma com seus cabelos coloridos, vestes extravagantes e um contexto social criativo. Essa era minha primeira impressão de mundo, fui desenho, fui desenhista, fui criatividade infantil. Por fim, aprendi a escrever e fui papel, caneta "igual de gente grande", lápis e borracha que sumia rapidamente pela mania de limpá-la atritando na parede, e com tais materiais, fui cordel citado na frente da sala toda com a vergonha ruborizando o rosto até queimá-lo, fui poesia de dia das mães com estrutura dissertativa, fui alfabeto errado e matemática sem as devidas vírgulas e os devidos sinais. Até que aprendi sobre a beleza de ser um outro alguém, e fui interpretação, correria atrás de coxias para a cena seguinte, tropeção em linóleo descolado, figurino rasgado e monólogo esquecido quase cego pelos holofotes falhos do teatro municipal, fui Shakespeare e caveira de Hamlet, fui e não fui, sempre foi a questão. E virei dança, rodopio, força nos braços, alinhamento de quadril, de costas, equilíbrio entre mente e corpo, equalização total da música com a alma, fui bolhas nos pés, conforto nas expressões e facilidade em dançar nos mais inusitados lugares. Hoje, sou junção de tudo. Talvez ainda nova para dizer, mas sou outdoor rasgado pelas intempéries, sou remendo de sílabas no final da folha para não gastar linha, sou música desritmada e ritmo sem batida correta, já que o coração bate por tudo o que já foi. Coração é e não é. Sou eu, mente daquela criança que desenhava sentada na escada situada na sala de casa enquanto o pai assistia ao jornal. Sou aliteração da mocinha que recitava os poemas mais sem sentido do mundo e ficava feliz com o único aplauso da professora (Por ser a pobre coitada ainda acordada). Corpo da adolescente que se via estudando, dormindo, comendo... Vivendo na dança, sou os joelhos calejados dos tombos e os braços suaves de tanto movê-los à la Cisne Negro. Sou escrita provinda de coração partido, sou as mãos de quem tocava a guitarra desafinada até finalmente aprender a afiná-la direto dos ouvidos (O que até hoje se torna difícil). Sou uma junção da arte que fiz. Sou o que a arte fez.
Quando pequena, era os desenhos feitos para o escritório do meu pai, baseada nas personagens à la Salvador dá-lhe-corpo-de-palito, todas com sua essência, exatamente como uma criança gostaria de se enxergar dali um tempo. Cada uma com seus cabelos coloridos, vestes extravagantes e um contexto social criativo. Essa era minha primeira impressão de mundo, fui desenho, fui desenhista, fui criatividade infantil. Por fim, aprendi a escrever e fui papel, caneta "igual de gente grande", lápis e borracha que sumia rapidamente pela mania de limpá-la atritando na parede, e com tais materiais, fui cordel citado na frente da sala toda com a vergonha ruborizando o rosto até queimá-lo, fui poesia de dia das mães com estrutura dissertativa, fui alfabeto errado e matemática sem as devidas vírgulas e os devidos sinais. Até que aprendi sobre a beleza de ser um outro alguém, e fui interpretação, correria atrás de coxias para a cena seguinte, tropeção em linóleo descolado, figurino rasgado e monólogo esquecido quase cego pelos holofotes falhos do teatro municipal, fui Shakespeare e caveira de Hamlet, fui e não fui, sempre foi a questão. E virei dança, rodopio, força nos braços, alinhamento de quadril, de costas, equilíbrio entre mente e corpo, equalização total da música com a alma, fui bolhas nos pés, conforto nas expressões e facilidade em dançar nos mais inusitados lugares. Hoje, sou junção de tudo. Talvez ainda nova para dizer, mas sou outdoor rasgado pelas intempéries, sou remendo de sílabas no final da folha para não gastar linha, sou música desritmada e ritmo sem batida correta, já que o coração bate por tudo o que já foi. Coração é e não é. Sou eu, mente daquela criança que desenhava sentada na escada situada na sala de casa enquanto o pai assistia ao jornal. Sou aliteração da mocinha que recitava os poemas mais sem sentido do mundo e ficava feliz com o único aplauso da professora (Por ser a pobre coitada ainda acordada). Corpo da adolescente que se via estudando, dormindo, comendo... Vivendo na dança, sou os joelhos calejados dos tombos e os braços suaves de tanto movê-los à la Cisne Negro. Sou escrita provinda de coração partido, sou as mãos de quem tocava a guitarra desafinada até finalmente aprender a afiná-la direto dos ouvidos (O que até hoje se torna difícil). Sou uma junção da arte que fiz. Sou o que a arte fez.
terça-feira, 10 de maio de 2016
(Ex)colhas
Toda relação é efêmera.
Salvar a arte de se afastar é exatamente o ato de abandonar seus pretextos, tudo o que te faz ser o que foi um dia com as pessoas inseridas na relação, é deixar a essência da probabilidade te acertar, já que provavelmente você estará segurando firme demais para não deixar tudo desabar, e provavelmente estará segurando tudo quando a noite cair, sozinho. Para que a arte seja salva é necessário apreciar o que a compõe, o que significa escolher entre deixar sua obra inacabada em um dia e continuar trabalhando na mesma indiretamente para que no dia seguinte possamos continuá-la, quebrando o fator efêmero e fazendo com que as relações se eternizem, dia após dia, expediente após expediente.
terça-feira, 3 de maio de 2016
Vem me ver hoje?
Passei esse começo de tarde enfiada debaixo das cobertas, me dei folga, quero dormir e ao mesmo tempo aproveitar meu resto de dia "livre". Ah, se pudesse aproveitá-lo contigo, te fazer meu canto e meu abrigo, poderia dormir abraçada com seu braço ou ver um filme sem entendê-lo, poderia te mostrar o que aprendi recentemente e mostrar a falta que me faz todo momento. Fiz um café doce e forte, você também gosta, eu sei. Estou com aquele moletom que te faz rir toda vez que vê, e com os cabelos presos por dois lápis, o que também te faz rir. Também, desde que cheguei em casa, ouvindo aquele DVD da Maria Gadu que coloco quando preciso relaxar, precisava estar trabalhando ou estudando, mas quero esse tempo para respirar. E nada melhor que respirar fundo e reconhecer o cheirinho de café, ainda preferindo reconhecer seu perfume forte e doce.
Estive pensando em pegar meu violão, que há tanto anseia para ser tocado, entrelaçar as pernas nas suas e tocá-lo até a noite cair. Quase posso distinguir o som do seu riso ao imaginá-lo matando seu tempo comigo, mesmo sabendo que o verei logo, sabe que sou 70% Nando, e assim, espero sempre que o tempo voe. E se não voar, me faço vento, pego-o para dançar e me faço flor. Como for.
Deixo nas entrelinhas que já sinto sua falta, e nas linhas mais que visíveis meu singelo convite: Vem me ver hoje?
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Nem um dia (frio)
Hoje acordei totalmente Djavan, querendo um bom lugar para ler um livro, o qual faça jus ao frio lá de fora, já que meu pensamento em você não é exatamente uma novidade. Cancelei todos meus compromissos, peguei aquela coberta de casal que me cobre até os excessos de travesseiros que me rodeiam, coloquei minhas meias mais bregas, mais quentes e mais longas (Sim, elas chegam ao joelho), me vejo confortável no moletom velho com cheiro de café que me acompanha frio após frio.
Dessa vez, optei pelo vinho ao invés do chá misto na caneca favorita. Liguei a TV e me vi feliz por encontrar um filme extremamente meloso, daqueles em que o casal praticamente sussurra o final para o espectador.
Parei, reparei. Eu mudei. Em um dia frio normal, acordaria totalmente DIVA, dançaria pela casa munida de um desodorante ou uma escova de cabelos como microfone, faria performances até o horário de meus compromissos (os quais jamais desmarcaria para me dar uma folga da rotina), beberia um refrigerante extremamente gelado e continuaria a vida apesar de o clima me pedir para relaxar e esquecer que o tempo corre, como eu correria num dia frio.
A parte que me consola, é que as pessoas mudam, eu não poderia ser diferente. Sou uma composição de falhas e metamorfoses, meio borboleta, meio enferrujada. E ao notar essa minha transição, busco o que vive em meus pensamentos mesmo ao pensar apenas em mim, você. Desejei como nunca havia desejado sua presença aqui, deitado nessas cobertas grandes demais para uma só pessoa, sem dizer nada, sem ver o filme, apenas aproveitando o fato de ficar próximo, porque no frio precisamos ser mimados, precisamos daquele cafuné e daquelas gargalhadas provocadas por um silêncio quase que constrangedor. Precisamos ser surpreendidos, como eu gostaria de ser com sua chegada, mesmo que demorasse horas, eu já estaria feliz.
O vento vai incidir pelas janelas que esqueci abertas em algum momento, a pipoca ficará pronta e precisarei levantar do meu conforto. E quando isso ocorrer, correrei para o portão na expectativa de te encontrar, porque é isso o que a queda de temperatura faz, ela derruba, também, nossa noção. E se por acaso ou fruto do querer-não-querer você estiver parado lá, prometo te acolher, e te deixar por aqui. Já que estou Djavan, te dou o que há dentro do meu coração guardado pra te dar e todas as horas que o tempo tem pra me conceder serão tuas até morrer.
Dessa vez, optei pelo vinho ao invés do chá misto na caneca favorita. Liguei a TV e me vi feliz por encontrar um filme extremamente meloso, daqueles em que o casal praticamente sussurra o final para o espectador.
Parei, reparei. Eu mudei. Em um dia frio normal, acordaria totalmente DIVA, dançaria pela casa munida de um desodorante ou uma escova de cabelos como microfone, faria performances até o horário de meus compromissos (os quais jamais desmarcaria para me dar uma folga da rotina), beberia um refrigerante extremamente gelado e continuaria a vida apesar de o clima me pedir para relaxar e esquecer que o tempo corre, como eu correria num dia frio.
A parte que me consola, é que as pessoas mudam, eu não poderia ser diferente. Sou uma composição de falhas e metamorfoses, meio borboleta, meio enferrujada. E ao notar essa minha transição, busco o que vive em meus pensamentos mesmo ao pensar apenas em mim, você. Desejei como nunca havia desejado sua presença aqui, deitado nessas cobertas grandes demais para uma só pessoa, sem dizer nada, sem ver o filme, apenas aproveitando o fato de ficar próximo, porque no frio precisamos ser mimados, precisamos daquele cafuné e daquelas gargalhadas provocadas por um silêncio quase que constrangedor. Precisamos ser surpreendidos, como eu gostaria de ser com sua chegada, mesmo que demorasse horas, eu já estaria feliz.
O vento vai incidir pelas janelas que esqueci abertas em algum momento, a pipoca ficará pronta e precisarei levantar do meu conforto. E quando isso ocorrer, correrei para o portão na expectativa de te encontrar, porque é isso o que a queda de temperatura faz, ela derruba, também, nossa noção. E se por acaso ou fruto do querer-não-querer você estiver parado lá, prometo te acolher, e te deixar por aqui. Já que estou Djavan, te dou o que há dentro do meu coração guardado pra te dar e todas as horas que o tempo tem pra me conceder serão tuas até morrer.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Essência
Moça, por que você sorri tanto?
Essa manhã o Sol brilhava mais, e isso já foi motivo para passar o dia todo cantarolando e rodopiando pelos cantos da casa e da cidade. Acordei lembrando que o amor está por aí, e que posso encontrá-lo a qualquer momento, quando isso acontecer, quero estar sendo o mais eu possível. Caso nos esbarremos na rua, quero que saiba já de cara que danço enquanto ouço música nos fones de ouvido e sim, a música sempre estará extremamente alta para que os pensamentos nem se atrevam a ecoar. Se nos encontrarmos em algum evento específico, elaborado e requintado, deverá saber que sou aquela com pouquíssima maquiagem, provavelmente com uma taça bem cheia na mão e soltando o tal do sorriso gigantesco. Se for em um bar, estarei cantando no momento que encaro a banda ou o cantor, num momento só "nosso" já que onde tem arte, estou. Caso seja em qualquer outra casualidade, estarei sendo eu, casual até demais, geralmente cabelos nada arrumados, um andar até que engraçado (é o que sempre dizem), cabeça balançando em algum ritmo criado por devaneios repentinos, distraída demais, perdida, encontrando. Porque se há uma definição para o sorri que insiste em permanecer, são as metáforas, e a espontaneidade. As duas coisas que mais me cativam no mundo todo, exatamente a essência das pessoas que têm meu amor e minha verdade. E eis o motivo desse sorriso quase que irritante, o Sol brilhar tanto, porque não há metáfora melhor para um dia iluminado do que a felicidade iminente.
Essa manhã o Sol brilhava mais, e isso já foi motivo para passar o dia todo cantarolando e rodopiando pelos cantos da casa e da cidade. Acordei lembrando que o amor está por aí, e que posso encontrá-lo a qualquer momento, quando isso acontecer, quero estar sendo o mais eu possível. Caso nos esbarremos na rua, quero que saiba já de cara que danço enquanto ouço música nos fones de ouvido e sim, a música sempre estará extremamente alta para que os pensamentos nem se atrevam a ecoar. Se nos encontrarmos em algum evento específico, elaborado e requintado, deverá saber que sou aquela com pouquíssima maquiagem, provavelmente com uma taça bem cheia na mão e soltando o tal do sorriso gigantesco. Se for em um bar, estarei cantando no momento que encaro a banda ou o cantor, num momento só "nosso" já que onde tem arte, estou. Caso seja em qualquer outra casualidade, estarei sendo eu, casual até demais, geralmente cabelos nada arrumados, um andar até que engraçado (é o que sempre dizem), cabeça balançando em algum ritmo criado por devaneios repentinos, distraída demais, perdida, encontrando. Porque se há uma definição para o sorri que insiste em permanecer, são as metáforas, e a espontaneidade. As duas coisas que mais me cativam no mundo todo, exatamente a essência das pessoas que têm meu amor e minha verdade. E eis o motivo desse sorriso quase que irritante, o Sol brilhar tanto, porque não há metáfora melhor para um dia iluminado do que a felicidade iminente.
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